DAEV e Prefeitura investirão R$ 5 milhões para iniciar obras de ampliação da ETA II

O Departamento de Águas e Esgotos de Valinhos vai desembolsar R$ 5 milhões, em recursos próprios, para ampliar a Estação de Tratamento de Água II (ETA) e elevar o fornecimento total para 47 milhões de litros de água por dia. A decisão foi tomada em reunião entre o prefeito Clayton Machado e o presidente do DAEV, Luiz Mayr Neto.

Para aumentar o mais rápido possível a oferta de água e contribuir para o crescimento do município, o DAEV decidiu dividir o projeto em três fases. A expectativa é que primeira etapa comece já em 2013 e a meta é entregá-la em até 18 meses. A previsão é acrescentar inicialmente 3,4 milhões de litros de água por dia aos 17,7 milhões produzidos diariamente pela ETA II.

Depois da ampliação e instalação da segunda tubulação de água captada do Rio Atibaia, a ETA II vai elevar sua capacidade produtiva para 30 milhões de litros por dia, somados aos 17,3 milhões de litros tratados pela ETA I. Atualmente, o sistema trabalha no limite. Toda água tratada é distribuída e consumida. Hoje, qualquer problema, como falha de equipamentos ou falta de energia elétrica, significa que vai faltar água em algum lugar da cidade.

Já pensando na segunda etapa do projeto de ampliação da ETA II, que exige urgência, o DAEV protocolou no Ministério das Cidades o pedido de verba a fundo perdido para aumentar a captação de água do Rio Atibaia, lembrando que Valinhos não pode buscar financiamento em função do seu endividamento. O custo estimado é de R$ 10 milhões e vai elevar a produção da ETA II em 14 milhões de litros de água por dia.

A terceira fase prevê levar água tratada na ETA II até Country Club e Macuco (atualmente atendidos por poços profundos) e Reforma Agrária. O projeto está em fase de estudos e seu custo ainda não foi estimado.

“O bom gerenciamento dos recursos exige também a construção e a entrega de reservatórios capazes de garantir a distribuição de água. Ao assumir o DAEV, encontramos cinco desses reservatórios prontos, mas não interligados ao sistema de abastecimento e outro com as obras paralisadas em razão de a empresa vencedora da licitação ter abandonado a obra na fundação” lamenta Mayr.

Com capacidade de 750 mil litros, o Di Nápoli já foi interligado à rede. Cerejeira (450 mil litros), Colina dos Pinheiros (350 mil litros), Reservatório da ETA II – RB9 – (1 milhão de litros) e Le Village (600 mil litros) estão em fase de interligação, o que representa um aumento de 3,15 milhões de litros de água disponíveis para as regiões de abrangência.

O DAEV vai refazer a licitação para concluir a obra do R9C e já contatou o empreendedor para conectar o reservatório Le Village. “A próxima meta agora é construir um reservatório de 1 milhão de litros na região do Jardim América II, que registra forte crescimento. Outra providência é iniciar as obras, com a instalação de bombas na ETA II, para interligar o sistema ao Reservatório da Colina dos Pinheiros”, anuncia Mayr.

Regularização – A autarquia está revendo todas as diretrizes expedidas fora do Plano Diretor de Abastecimento de Água em várias regiões da cidade e criou um grupo de trabalho para estudar caso a caso a questão do Programa de Saneamento e Proteção ao Meio Ambiente do Município de Valinhos (Prosama), que concede ao DAEV a definição de macroprojeto das redes de água e de esgotos do município, projetos de saneamento geral e projetos de proteção ao meio ambiente.

         Redução de perdas – Assim como aumentar a produção de água, o DAEV também busca meios de reduzir as perdas físicas e não físicas, dos atuais 38% para 25%, com a adoção de medidas preventivas, como a substituição de 10 a 15 mil hidrômetros com problemas de funcionamento em quatro anos, ou cerca de 4 mil unidades por ano.

Para atingir a meta serão adotadas medidas como a instalação de Válvulas Redutoras de Pressão, setorização de regiões, processos racionais nas ETA, lançamento de campanhas educativas e a reativação dos serviços de geofonia, ou caça-vazamentos, entre outras iniciativas.

A geofonia, serviço desativado há oito anos, será executada durante a madrugada. Com menores ruídos, o período facilita a verificação de vazamentos e contribui sensivelmente para a redução de perdas. Historicamente, as equipes do DAEV encontravam em média cinco vazamentos por noite. “Estas medidas vão permitir que as metas sejam atingidas em pouco tempo”, afirma Mayr.

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