Melhorias
Terminal Rodoviário de Campinas conclui
obras de adaptação aos padrões de
acessibilidade e reduz valor do estacionamento
A Concessionária do Terminal Rodoviário de Campinas (CTRC) tomou todas as medidas necessárias para que o terminal esteja adaptado de acordo com os padrões de acessibilidade. As adequações complementares ficaram prontas no último dia 25 de agosto e já foram aprovadas por associações de pessoas com deficiência de Campinas, entre elas o Conselho Municipal do Direito da Pessoa com Deficiência e a Comissão Permanente de Acessibilidade.
O piso podotáctil, por exemplo, foi instalado para direcionar os cegos para o Balcão de Informações, onde os funcionários do CTRC estão orientados a acompanhar os usuários até o local desejado. "Desta maneira, as pessoas poderão ser atendidas de forma mais eficiente e individualizada", explica Antonino Alibrando, gestor de empreendimentos especiais da Socicam e porta-voz da CTRC.
A rampa de acesso do estacionamento para o terminal também está devidamente adaptada para cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida e cegos. Há inscrições em Braille no elevador e nas escadas, além de sonorizadores na porta dos elevadores. Os banheiros para pessoas com deficiência também são separados (masculino e feminino). "Como ainda falta inaugurar os terminais urbanos e metropolitanos, serão feitas outras adaptações ao longo do tempo", afirma Antonino. "Entre elas, a possibilidade da inclusão de intérpretes em libras para auxiliar os surdos."
De acordo com a presidente do Conselho Municipal de Direitos da Pessoa com Deficiência Maria Delta Brito Ramos, que vistoriou o terminal duas vezes - uma logo após a inauguração e outra há uma semana -, muitas das providências solicitadas pela entidade já foram acertadas pelo terminal. "Entendemos que o terminal foi recém-inaugurado e, por conta de sua dimensão e de incluir outros terminais, ainda está passando por uma adaptação", diz. "Mesmo assim, a maioria das nossas reivindicações foi atendida e estamos muito satisfeitos com a boa vontade registrada pela administração do terminal e pela Prefeitura em nos atender, algo que nunca aconteceu antes."
Já a presidente da Comissão Permanente de Acessibilidade da Prefeitura Municipal de Campinas, Magda Aparecida Pizzinato Fermino, informa que todas as adaptações feitas estão de acordo com a norma 9050 da ABNT, que trata de acessibilidade. "É impossível exigir acessibilidade total de qualquer espaço. Afinal, há diferentes graus de deficiências, com necessidades muito distintas umas das outras. Por isso, há que se tomar cuidado com as adaptações, pois, se forem feitas sem critério, podem prejudicar ao invés de contribuir. E o CTRC, em conjunto com a Prefeitura, está tendo esse cuidado", revela.
O pedagogo e professor de educação especial Devanir de Lima, que é cego, também aprova todas as adaptações feitas no terminal de Campinas. "Toda iniciativa que pretende a inclusão de todos os cidadãos na sociedade é bem-vinda", declarou.
Outras adaptações deverão ser feitas conforme forem sendo concluídas as obras dos terminais urbano e ferroviário.
Redução no preço do estacionamento
A partir de segunda-feira, dia 1º de setembro, o estacionamento do terminal de Campinas estará mais barato. A mudança dos valores se dá depois que o CTRC conseguiu dimensionar, após um breve período de operação, quais eram as reais ocupações das vagas no dia-a-dia de funcionamento do terminal. "Fizemos uma adequação dos valores baseada na demanda", revela Antonino Alibrando.
Veja, abaixo, a tabela de preços:
PERÍODO ANTES A PARTIR DE 1º DE SETEMBRO
30 minutos R$ 4,00 R$ 3,00
1ª hora R$ 6,00 R$ 5,00
Cada hora adicional R$ 2,00 R$ 2,00
A tolerância de 5 minutos após a entrada no estacionamento será mantida, assim como a de 15 minutos após a validação do ticket.
Sobre a CTRC:
Responsável pela execução da obra e administração do novo terminal rodoviário de Campinas, a Concessionária do Terminal Rodoviário de Campinas (CTRC) é formada pelas empresas Equipav e Socicam e terá a concessão da operação por 30 anos.
Sobre a Socicam:
Fundada em Campinas em 1972, a Socicam é responsável pela gestão, administração, operação e desenvolvimento comercial de terminais rodoviários, terminais de ônibus urbanos e suburbanos, aeroportos, estacionamentos, edifícios-garagem e centrais de atendimento ao cidadão (como o Poupatempo, em São Paulo e Osasco), com atuação em todo o Brasil e também no Chile.
Com uma gestão eficaz, que prioriza o conceito de qualidade total nos serviços, conforto e segurança a mais de 600 milhões de usuários/ano e o compromisso com a responsabilidade socioambiental, a Socicam administra 28 terminais rodoviários, entre eles os maiores do país, como o Tietê e o Novo Rio; 26 terminais urbanos na cidade de São Paulo, 9 estacionamentos, incluindo o do Aeroporto de Congonhas, 2 aeroportos, 2 centros comerciais, além de 3 unidades móveis e uma fixa do Poupatempo.
Sobre a Equipav:
Em seus 47 anos de existência, o grupo, que começou no ramo da pavimentação, expandiu sua atuação para quatro grandes segmentos: Construção Civil (engenharia, construção, argamassa e mineração), Agroindústria (Açúcar, Álcool e Energia Elétrica), Concessões (de Rodovias, Terminal Rodoviário, Saneamento e Termogeração) e Ambiental (Coleta de resíduos sólidos, recuperação de áreas contaminadas e conservação de praças e áreas verdes).
Sediado em Campinas, o Grupo Equipav atua em diversos estados. Empresas como a Equipav Construtora, PavMix, Rodovia das Colinas, Águas Guariroba e Equipav Açúcar e Álcool integram a lista. Com mais de 8 mil funcionários, especializados nos vários mercados em que atua, a empresa teve em 2007 um faturamento de R$ 915 milhões. |